Se eu morrer de um repentino mal, vendas todos os meus bens, a bens dos meus credores.
Vende aquele violão que ganhei.
E aquele vestido vermelho novo, quase novo, com poucas manchas de café boêmio.
Vende também meus óculos antigos, que me davam inocentes ares, não precisarei de suas lentes para enxergar os corações.
Sem ruídos, é mais provável que alcance o céu,
Vou penetrar e então provar de seu mel,
No paraíso, só preciso de um olhar, sem teu sorriso, ou outro qualquer para me enganar.
Vende todas as grandes pequenezas que eram no meu intimo, tesouro, só não vendas o meu filtro de tristezas, teu coração...
para que não se esqueças de mim
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